terça-feira, 17 de setembro de 2013

Odylo Costa Filho

AS PONTES 


Doce luz de azulejo em claro céu 
entre marés, luares e telhados, 
eras, minha São Luís, estranho pássaro, 
com as asas amarradas pelas cordas 
de movediça prata dos teus rios. 
Veio o gume das pontes e as cortou. 

E as asas livres se abrem pela terra 
num espreguiçamento de alvorada. 

Erguem-se voando baixo sobre os mangues. 
São garças? São guarás? manchas no Sol. 

Levam às praias a memente rara 
de sobrados, mirantes e varandas. 
O braço do homem luta contra o pântano 
e arranca o chão dos bichos e da lama 
para estender ao sol, sobre as areias 
antes do passo humano mal trilhadas, 
doce luz de azulejo em claro céu. 

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